franka volta ao lar

quinta-feira, 5 novembro , 2009

afranka_tarja2Gente!
Atenção!

Voltei pro blogspot:
www.frankamente.blogspot.com ou cliquem aqui. Vou postar por lá agora. Aliás, já postei um post super ridículo, que se chama “franka coloca bobes”. Podem conferir.
TÉ!

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a sopa

quinta-feira, 29 outubro , 2009

sopa1
Minha filha insistiu, insistiu, insistiu e trouxe a cadelinha pra casa ontem. Já tivemos uma cadela, a Bela, que morreu há dois anos. É muito triste um cachorro morrer, e eu não queria outro. Mas a Luciana, minha filha, recebeu um email errado há dois meses: uma ex-professora tem uma cadela que teve filhotes, foi mandar as fotos para outra professora, mas errou o nome e mandou pra Luciana, que é ex-aluna. A Luciana me mostrou o email errado, rindo, e respondeu pra ex-professora. Já a ex-professora  aproveitou e perguntou se, depois dessa confusão, a Luciana não queria a cachorrinha.
Ela quis. Ixi.
Começou a discutir o nome com os irmãos. Eles todos concordaram que cachorro não deve ter nome de humano e sim de cachorro, como Rex ou Ringo.
- Pode ser nome de alguma coisa, também - sugeriu um dos meninos.
- Como assim - perguntou a Luciana.
- Nome de coisas, como “bandeja de café” ou “colher de sopa” - ele disse - Aliás, Luciana, essa sua cachorra que tem os pés brancos parece mesmo que pisou na sopa de leite. Acho que o nome dela pode ser “Sopa”, e o sobrenome, “de Leite”. Que tal?
A idéia é tão dãããr que não conseguimos mais nos livrar desse nome super estranho. Dali em diante, a Sopa virou Sopa. Ontem chegou em casa. Chorou a noite inteira, num sofrimento total, tadinha. Mas olha, é superfofa a Sopa, falaverdade…

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qual é mesmo seu nome?

quarta-feira, 28 outubro , 2009

arara-certa

 

Tenho um problema com lojas. Não vou muito às compras, mas às vezes vejo uma roupa, bolsa ou sapato, gosto, não aguento, resolvo comprar. Porém, repara numa coisa: logo que você entra numa loja de roupa, bolsa ou sapato existe sempre o mesmo ritual - perto de você chega sorrateiramente um vendedor que pergunta seu nome e quer saber se pode ajudar. A gente responde, e ai que acontece o problema: o vendedor imediatamente diz o nome dele (ou dela). Cacilda, pra que. A questão é que no mesmo instante que os vendedores falam o nome, eu imediatamente esqueço. Às vezes eu lembro que vou esquecer aquele nome segundos depois que ele falar e faço um esforço gigantesco para memorizar. Fico repetindo sem parar enquanto olho as roupas: “Raul, Raul, Raul”. Mas sei o quanto isso é inútil. Lojas tem muitas informações demais, imagina guardar também o nome de um vendedor que você não vai ver mais quando sair dali. 
Acho que os donos instruem os vendedores a fazerem isso pra te deixar bem a vontade: ora, se os vendedores sabem seu nome e você o nome deles, a compra passa a ser uma espécie de relação de amizade, “… e ai, lúcia, nossa, você ficou o máximo nessa roupa!”, “… sim simone, obrigada, sim patrícia, sim juliana, sim jackson, acha que fiquei bem mesmo, cláudio? a gente mal se conhece mas parece que sou sua melhor amiga!”. Mas pra mim não é bem assim. Seria, se eu não fosse totalmente esquecida. Eu não lembro nem de nomes de conhecidos, imagina de desconhecidos. E o pior é que eles nunca esquecem o meu nome e ficam me lembrando disso, berrando na porta do provador: “e ai LUCIA, ficou bom?”. Dai vem aquela situação contrangedora: se eu fico na loja muito tempo, tenho que perguntar de sete a dez vezes “desculpa, mas… como você chama mesmo?”. Olha. Não é por mal, mas detesto essa invencionice. Acabo pedindo desculpa sem parar, me sinto aquela horrível esnobe que não consegue sequer gravar um nome. Qual o problema de usar crachá, por exemplo?

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obrigada, obrigada, obrigada

terça-feira, 27 outubro , 2009

bolobolo

Um dia de aniversário é pra ser especial. Devia ser feriado pra pessoa que aniversaria. Acho péssimo ter que trabalhar no dia do aniversário, o telefone toca sem parar, não dá pra fazer reunião, responder email, falar com os outros, pois a toda hora você é obrigado a atender, parar de fazer o que fazia e ficar repetindo, feito louco: “obrigada, obrigada, obrigada”. Ninguém dá parabéns uma única vez, repara. As pessoas repetem o “parabéns” no mínimo umas três vezes, e em cada uma delas você precisa agradecer com a mesma ênfase. Digamos que é um ritual bem engraçado. Loucaço.
Hoje aconteceu uma coisa curiosa. Quando tomava o café da manhã do aniversário, a casa toda se apagou de repente. Achei estranho, reparei que havia um barulho na rua. Era a Eletropaulo que resolveu trocar a fiação de toda a rua hoje, bem no dia do aniversário da moradora da casa do portão branco (eu). O moço (que não me deu parabéns), explicou (olha: acho também que as pessoas que fazem aniversário deveriam ser obrigadas a andar com uma indentificação no dia, tipo um chapéu ou crachá, fico super ofendida quando não me cumprimentam num dia como hoje):
- Senhora. É um trabalho enorme, estamos com uma equipe grande. Vamos ver se a gente acaba hoje.
Olhei e vi uns cinco caminhões e muitos eletro-Paulinhos nas escadas. Putis. Sem luz? Nas terças trabalho em casa, pois é o dia do rodízio. Paciência. Fui a uma reunião, almoçei com os filhos num restaurante e vim pra casa trabalhar. Duas da tarde e não tinha luz nenhuma ainda. Ou seja, fiquei aqui, no maior silêncio, sem computador, sem internet, sem telefone (todos são ligados em tomada), sem campainha, só atendendo celular e falando “obrigada, obrigada, obrigada”, até que uma hora o pobre celular, sobrecarregado, morreu, sem bateria. Dai olhei pras paredes, li o jornal, li parte do livro, nossa que engraçado. Não tinha o que fazer, chovia. Deitei na cama, até adormeci. Só agora pouco, às seis da tarde, que tudo voltou. Um legítimo aniversário apagão. Divertido. Gostei. Obrigada, obrigada, obrigada.

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o pré-aniversário da franka

segunda-feira, 26 outubro , 2009

mixfestafranka

 

Uma delícia a gente dar uma festa. Resolvi antecipar meu aniversário, por isso o sumiço da semana passada. Embora eu tenha me desligado do mundo para montar a idéia da festa na minha cabeça, fui tomar atitudes somente na última hora. Eu adoro fazer as coisas de última hora. Na última hora você é obrigado a decidir meio rápido e é bem mais fácil desencanar das dificuldades. Eu acho um monte de coisas a respeito de festas. Ora, se você tem uma casa, eu sempre acho que o legal é fazer a festa na sua casa, seja ela como for. Sobre a comida, eu acho que o certo é servir comida. Comida de verdade, não comida de festa. Não que eu não goste de menus de festa, desses programados pelos bufês. Eu acho esquisito. Se uma pessoa vem comer na minha casa porque é minha festa, pra que servir palitos com patês estranhos, mini comidas exóticas ou canapézinhos de caviar? Não é essa a comida da minha casa. O legal, eu penso, é a pessoa vir aqui e comer as melhores comidas da minha casa. A Maria faz um rosbife super legal, delicioso. Resolvi servir o rosbife da Maria na festa. Ela é ótima cozinheira. Rosbife, salada, pão. Minha mãe se ofereceu: “quer que faça umas tortas?”. Super legais as tortas da mamãe. Além do bolo, que pedi pra ela fazer. Um bolo de morango, com um coração de morango em cima. Além disso, o Caio, meu cunhado toca guitarra e tem um monte de bandas. Ora, se eu tenho um cunhado que toca e se muitos amigos meus também tocam, porque não fazer uma festa com música ao vivo? Liguei pra o Caio, ele topou. No meio disso tudo, fui na casa do meu primo Francisco, e ele lembrou que nosso amigo Paulo von Poser, que é artista plástico, foi no programa do Ronnie Von e ficou lá no palco, pintando ao vivo enquanto o Ronnie Von entrevistava as pessoas. Liguei para o Paulo na hora. “Paulo, você não quer pintar o vivo na minha festa igual ao dia do Ronnie Von?”. Ele topou na hora. Disse que morria de vontade de pintar uma banda de jazz. Cheguei em casa, liguei pra Ângela, minha irmã,e  contei do Paulo. “Então você tem que pedir pra Adriana cantar”, ela disse. A Adriana é uma amiga nossa que é cantora lírica, mas que também canta jazz. A voz da Adriana é uma loucura. O meu filho João diz que quando ela canta “Summertime”, ele tem até medo. É verdade, a gente arrepia. Eu pedi pra Adriana, e ela também me deu esse presente. Resolvi as bebidas com os amigos, aceitando opiniões aqui e ali, e resolvi com eles a quantidade a comprar. Erramos feio, fizemos uma conta absurda, sobrou um monte de bebida e agora terei que dar outra festa, mas olha que legal. Minhas amigas Sil e Fran foram comigo comprar uma roupa, e optei por uma roupa de Franka onde minhas banhas ficaram um pouco pra fora, mas ninguém é perfeito. Chamei os amigos, outros avisaram outros, esqueci um monte de gente, deixei tudo pra última hora, mas foi o que deu pra fazer. Comemorei meu aniversário ontem. Foi a maior bagunça, e tou feliz que dancei, falei pelos cotovelos, ri muito e não dormi no sofá. A minha red label table está cheia de presentes e eu de ressaca total. Mas o mais legal é que eu ainda não fiz aniversário. Estou ainda na idade antiga, pois o dia certo é dia 27. E nada melhor que comemorar que você ainda não fez aniversário.

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white christmas

segunda-feira, 19 outubro , 2009

whitexmas

 

Vamos viajar no fim do ano, eu e o Zé com toda a família. Pensamos em fazer uma viajona, como uma que fizemos dez anos atrás, quando alugamos um carro e fomos de cidade em cidade durante um mês. Hora de repetir, pensamos. Começamos o orçar passagens, estadias e fazer um roteiro. O Zé só pensa em uma coisa: neve. Ele encasquetou que quer um “white christmas”. Não gosto de frio, mas topei o natal branco.
Hoje de manhã o Zé me mandou entrar no site da TAM pra ver se eu tenho milhagem. Ano passado não viajei tanto, mas ano retrasado viajei muito.
- Tá bom, Zé. Vou ver.
Foi um sufoco entrar no site. Eu nunca lembro da senha dessas coisas, nem me lembrava de ter uma pra TAM. E nem lembrava que quando a gente perde a senha eles mandam outra, complicadíssima, a mais complicada que conseguem mandar, que envolve diversos números e letras. Acho que é pra se vingar de gente é esquecida como eu, tenho certeza. Essas senhas com números e letras são horríveis. Nunca se sabe se é pra digitar “I” ou “1″, ou se é “0″ ou “O”. Errei um monte de vezes e entrei. Consegui, ufa. Quando olhei, cai para trás. A minha milhagem na TAM era imensa.
- Iúpi-iúpi, Zé, olha que demais, Zé! - eu disse, mostrando a tela.
- Nossa, se for isso… nossa Lú, a sua passagem fica de graça!
Mas tinha alguma coisa estranha. Claro. Óbvio. A TAM eu nunca estamos em sintonia. Ora, se eu tinha aquele monte de pontos, porque eles me rebaixaram? Lembrei da minha briga com a TAM em Ilhéus. Lembrei de quando eles me chamaram de infiel e me deram um cartão branco leite horrível. Um cartão white christmas se depender de nós você nunca jamais terá hahahá. Ai não gosto da TAM.
Olhei melhor o site. ‘Confira aqui’, eles falavam. Fui conferir. Cai numa página estranha, cheia de bolas vermelhas dizendo algo como “não” ou “proIbido”. Do lado de cada bola, uma milhagem e vôo. E ao lado da milhagem, que sempre aparecia em negativo, estava escrito: “vencido”. E os números iam… baixando.
- Zééééeééé! Olha! Eles tão me tirando pontos! Olha!
- Nossa! Tudo vencido! - Comentou o Zé.
E eu descendo o site e os números diminuindo, diminuindo, diminuindo… um horror. Foi quando o Zé me segurou e disse, super sério:
- Pára de olhar! Pára! Daqui a pouco a gente tem que pagar a TAM pra viajar! Pára! Desliga! Desliga jááááá!

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o gordão da calçada

sábado, 17 outubro , 2009

fumaca_tratada

- No prédio onde eu trabalho tem um cara gordão que agora vive na calçada, fumando sem parar - contou o Zé.
- É, Zé, agora os fumantes foram todos pra calçada. No prédio que eu trabalho também é assim - contei.
- Acho que ele trabalha numa construtora que tem lá. Tou super preocupado com o gordão. Acho que ele vai ser demitido.
- Ele vai ser demitido? Como você sabe? Ele fez alguma coisa errada nessa tal construtora?
- Não sei, não conheço o cara, sei lá se ele fez alguma coisa errada.
- Ué, então como você sabe que ele vai ser demitido?
- Eu não sei, eu acho que vai. Pelo menos se ele fosse funcionário meu eu demitia ele.
- Porque, Zé?
- Porque ele não sai da calçada, oras. Toca hora que eu chego, saio ou vou tomar café ele está na calçada, fumando. Comentei isso com os funcionários e agora todo mundo fica me avisando quando ele está na calçada. Ele não sai de lá, da calçada, ele fuma muito, eu acho.
- Ele vai ser demitido porque ele fuma? É isso que você quer dizer?
- Ele trabalha só um terço do tempo que ele tem que trabalhar, Lú! Se esse gordão fosse se aposentar por tempo de trabalho, acho que só se aposentaria com mais de cem anos.
- Puxa. Ainda bem que não sou tão viciada assim, Zé. Deviam colocar uma mesa para ele na calçada, ué. Dai ele trabalhava lá em baixo também.
- Sabe que seria uma boa idéia os escritórios terem mesas ao ar livre? As pessoas fumantes iam trabalhar bem mais.
- A prefeitura deveria liberar as calçadas para trabalho, você não acha, Zé? Escritórios ao ar livre, olha que idéia boa. Mesas no jardim.
- Dai com certeza dai o gordão não ia perder o emprego dele. Só ia ser problema nos dias de chuva. Ele ia se aposentar um pouco antes, mas não igual aos outros. Por causa dos dias de chuva.

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falaí, cabelo bom

sexta-feira, 16 outubro , 2009

interrogacao

 

O cinema era as nove na Paulista. Como o Zé trabalha no centro, combinamos de encontrar lá. Era mais fácil. Eu iria de táxi e metrô pra gente ficar com um carro só e poder jantar depois. Avisei aos filhos.
- Vou no cinema com o pai de vocês hoje.
- O filme do Tarantino? - perguntou o Chico - oba, vou junto.
- Também quero ir - decidiu o João - mas vou estar na casa do meu amigo, tenho ensaio, vocês podem me pegar lá?
A combinação era complicada, mas executável. Eu e o Chico pegaríamos um táxi até o metrô, mas antes pegaríamos o João no caminho. Fiz o esquema das horas, pensando o horário do cinema ao contrário: tem que chegar uns 15 minutos antes, menos o tempo de caminhada do metrô até o cinema, menos o tempo do metrô, menos o tempo do táxi. O táxi chegou, dei o endereço da casa do amigo do João. O homem não entendeu bem.
- A senhora vai pra esse lugar e ou vai para o metrô?
- Vou pegar meu filho nesse lugar, ele entra no táxi e vamos para o metrô.
- Onde é esse primeiro lugar? - ele perguntou.
Parecia que o cara não tinha entendido alguma coisa. Dava para sentir no tom da voz dele. Chegamos na porta do prédio do amigo do João, paramos, pedi pra o João descer.
- Olha o João ai. Entra filho.
- Ô cabelo bom - falou o taxista.
- Como é? - o Chico perguntou.
- O menino - falou o taxista, olhando o João - falaí, cabelo bom - ele cumprimentou.
Agora fui eu que não entendi a piada do cara. Será que ele achou que João tava descabelado? Seria piada? Aliás, tem sentido um taxista fazer piada do passageiro? E na frente da mãe?
- Agora o senhor deixa a gente no metrô - pedi a ele.
- Pra onde é que vocês vão?
- Vamos para o metrô, ué - falou o Chico - já falamos.
- Mas tá, isso eu entendi. Mas para onde vocês vão de metrô?
- Vamos para a Paulista - expliquei.
- Mas porque vocês vão de metrô pra Paulista se vocês estão num táxi?
Eu ia responder, mas o Chico foi mais rápido.
- De carro é embaçado.
Dai foi ele que não entendeu nada. E lascou uma pior ainda. Óbvio, pra se vingar da gente.
- É… Não é fácil. Pra entrar na minha casa eu desco 13 degraus - comentou o taxista, do nada.
- Sua casa é afundada? - perguntei, mesmo sem compreender o que aquilo tinha a ver.
- E pra sair da minha casa, subo 13 degraus. Todo santo dia - ele completou. Como se faltasse aquele comentário.
Eu, o Chico e o João Cabelo Bom nos entreolhamos, sem entender nada. Resolvi ver até onde chegava a maluquice do taxista.
- Quando chove não inunda? - perguntei.
- Nunca. Tem um esgotão atrás que leva tudo.
- Olha, chegamos - os meninos avisaram.
Ele parou e olhou desconfiadíssimo para aquela estranha família que ia de táxi e metrô para a Paulista. No olhar dele estava escrito: “vocês são malucos de descer de um táxi para pegar o metrô”. Acho que ele tem um pouco de razão, é o mesmo que você ir de ônibus até São José dos Campos para pegar um avião lá para ir para o Rio. E não explicamos nada pra ele: sobre o cinema, sobre o Zé que estava de carro, sobre o horário do filme. Mas às vezes as conversas não se encaixam muito, apenas isso, às vezes não queremos explicar muito, apenas isso. Assim como ele não entendeu aquela nossa viagem, também não perguntamos nada sobre o Cabelo Bom e sobre a casa afundada. Apenas isso.
O filme? Super legal perceber que os diálogos também não se encaixavam muito.

E ainda sobre esse filme, o Careca fez um post ge-ni-al: “quero ser q. tarantino“. Confiram.

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e viva os blogs

quinta-feira, 15 outubro , 2009

campainha

 

Nossa. Eu achando que os blogs tavam indo pra cucuia e quando percebo que eles ainda servem! Olha que legal que aconteceu: nesses dias escrevi dois posts sobre garagens, manobristas e estacionamentos: o garagista dorminhoco e o garagista violento. Uma das histórias era sobre o estacionamento 24 horas do prédio onde eu trabalho, onde cheguei a noite, a porta estava fechada, o manobrista dormindo, meu carro ficou preso e eu fiquei… a pé. A segunda história é sobre o estacionamento onde minha irmã parava o carro. O dono do lugar, um tal de seu Perrone, um cara super invocado, inventou uma multa absurda, ela não concordou, resolveu parar de parar o carro lá e passou a ter que estacionar super longe da escola onde trabalha. Contei as duas histórias, depois esqueci delas.
Na semana passada minha irmã me ligou.
- Lúcia! Você fez o post dizendo que eu tinha que escalar o Everest para chegar na escola porque tou sem estacionamento, e por causa do seu post arrumei uma garagem pra parar o carro!
- Nossa, Ângela, sério?
- Obrigada! Foi assim: nosso tio leu, falou com a nossa prima que mora na rua da escola e ela me emprestou a garagem dela! Viva! Tenho até controle remoto!
Foi quando nessa semana, ao entrar no prédio para trabalhar, ouvi meu nome.
- Lúcia?
Era o gerente do prédio, o Ricardo.
- Li seu blog e estou tomando providências, Lúcia.
- Meu blog? Leu o quê, Ricardo?
- A história que a você contou. Que foi na festa, voltou e o rapaz não abriu a porta da garagem pra você. Você devia ter me avisado. Já conversei com ele.
- Puxa, Ricardo, não queria criar caso. Não teve importância, eu resolvi não ligar pra o que houve, você viu no blog.
Às vezes eu tenho um pouco de vergonha de ter um blog e contar todos meus casos. Olha no que dá. Mas ele sorriu, animado.
- Mas já resolvi, Lúcia. Instalei uma campainha. Agora tem campainha na garagem, a senhora pode ir lá e ver.
E não é que é verdade? Ontem fui checar. Lá estava ela. Branquinha, lindinha. Não aguentei e avisei aos manobristas do dia que ia tocar a minha campainha para ver se funcionava. Dim dom dim dom dim dom, ela tocou. Que dimais. Foi quando um dos rapazes comentou, rindo. 
- Dona Lúcia, tem uma coisa engraçada, ouve só: o manobrista da noite disse que toda vez que essa campainha toca, ele se lembra da senhora.
Falando em blogs, voltei pro blogspot: www.frankamente.blogspot.com

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facebook is on the table

terça-feira, 13 outubro , 2009

facebook11

 

Pra que serve o Facebook? Não consigo entender porque as pessoas entram tanto naquilo. O meu Facebook não é de se jogar fora, tenho lá cerca de oitenta amigos, mas olha, não sei o que fazer com ele. Primeiro que eu entro naquele lugar e lá vem aquelas malditas fazendinhas. Tenho a impressão que Facebook é um tipo de relacionamento rural, afinal só tem gente que se interessa por terra, vaca, plantação, boi, porco, peste, sei lá. Não quero uma fazendinha e me recuso a entrar nesse lance de fazendinha, que parece que deixa todo mundo super animado. Nunca fui boa de criação de nada, sempre esqueço de regar minhas plantas e se não fosse o Zé as minhas samambaias já tinham ido todas pra cucuia. Além das fazendinhas (ando a fim de ocultar todos os fazendeiros), tem um monte de quiz. Quiz que não acaba mais. Fiz dois: que bairro de São Paulo você é (sou o centro), que presidente você é (sou o Lula). E dai? Dai que os oitenta amigos começaram a me chamar para mais e mais quizes e eu não quiz.  Pensei em ocultar as pessoas que fazem quizes também,  o que ia sobrar? As pessoas que colocam iutubes. Eu adoro iutube, mas não tenho paciência de ver um iutube inteiro nunca. Se eu vejo que o iutube tem mais de trinta segundos, desisto, pois meus micros demoram quase sete minutos para carregar um iutube de meio minuto, isso me dispersa do trabalho. Pensei em ocultar as pessoas que fazem iutubes. Assim, se eu tirar os fazendeiros, os dos quizes e os dos iutubes, eu fico com uns que colocam umas fotos, uns poucos que colocam alguma coisa escrita que não seja “vou dormir”, “vou comer”, “vou no show”, e uns que fazem propaganda dos posts deles mesmos (como eu). Não é implicância, eu não sou implicante. Eu só não sei exatamente pra que serve. A única coisa divertida no Facebook é entrar no quadradinho do online pra ver quem tá online. Mas ninguém parece que usa aquilo. Pelo menos ninguém me chama. Nisso o MSN é bem melhor, o verdadeiro clássico dos comunicadores on line, adoro MSN, a janela pra escrever é grande, você escolhe a letra e tem histórico. Além disso, coloquei meu nome do Facebook como “Franka Jason”, sei lá o que me deu na hora, e agora tenho que amargar esse nome e sobrenome e não posso sequer ser amiga de ninguém do trabalho e nem achar amigos de infância, ou seja, tenho uma Face errada do Face. Escuta, alguém responde, plis: pra que serve o Facebook?

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a franka

posts da franka

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